sábado, 9 de fevereiro de 2013

Pesadelo II


Um cachorro carrega meu nome ausente pelas ruas de uma cidade desconhecida.
Talvez tenha sido alguém que amei de natureza muito próxima a dos cães. Mas não reconheço.
Seus latidos irritam as famílias, asustam as crianças, perturbam os poucos transeuntes noturnos.
É meu nome, eu sei. Meu nome nome ausente na boca de um cão.
Está louco! Querem sacrificá-lo. Armam...-se de paus.
Um dia, quando ele e eu tomarmos outras formas, talvez possamos nos reconhecer.
Por enquanto ele foge tantando alcançar uma outra cidade mais próxima e igualmente desconhecida.
Ignoro-o por não saber saber de nosso passado e de nosso futuro.
Sei que, neste momento em que o vejo correr, tomo consciência de que não existo.






C. em 27/12/12

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