| Vera e eu,em 15.03.2013 |
Nunca lembramos tanto de casa quando estamos fora de casa. Aqui no Rio não posso reclamar da falta de reminiscências. A todo momento escuto minha prosódia, participo de lembranças de gente que nunca vi, mas é como se eu estivesse lá. Reriutaba, Groaíras, São Benedito, Guaraciaba, Tianguá. Mesmo quando não falam do Ceará, falam do nordeste. Alagoas, Pernambuco, Piauí. E é como se também eu fosse de lá.
Essa é Vera. Nos conhecemos por acaso. Somos nordestinas e não desistimos nunca. Quando a saudade aperta, ela se sente cearense e eu me sinto baiana. A saudade é um estado em comum.
Agora que estou aprendendo a visitar a mais a cozinha, senti minha primeira felicidade. tive a aprovação da Vera nos meus quitutes.
Experimentei pela primeira vez o sabor da partilha. Inigualável!
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